lunes, 17 de diciembre de 2007

Osso duro de roer

Dia desses assisti ao filme Tropa de Elite, dirigido pelo José Padilha. Eu tenho uma "trava" em compartilhar e prestigiar algo que é muito comentádo na mídia, frescura minha mesmo. A exploração massante desse filme em todos os cantos que você olhava: Notas em jornais, discursões em programas televisivos, blogs, enfim, enchia meu saco, estava puto com esse filme - parecia até Lobby (parecia?). A Veja até publicou uma matéria de capa com a seguinte chamada: "O filme Tropa de elite é o maior sucesso do cinema brasileiro porque trata bandido como bandido e mostra usuários de drogas como sócios dos traficantes". A Veja e sua mania de fazer afirmações absolutas e indiscutíveis, que raiva disso, não gosto dessa resvista e também me deixou muito puto (mais uma vez). E se a Veja gostou, eu não gosto. Com toda essa antipatia ao filme, fui assisti-lo. Eu gostei do que vi, bem feito o filme, filmado de uma maneira livre, essas coisas. Mas considerar um ótimo filme, isso não. Foi mais um entre outros filmes de polícia e ladrão, vá na locadora e encontrará milhares, melhores e piores que o Tropa de Elite. Julgar a violência no país que está historicamente enraizada por apenas um dos milhares de sintomas existentes é uma hipocrisia. Talvez esse nem tenha sido o objetivo do filme, mas o tornaram e deixaram se concredizar - o que é pior.

domingo, 16 de diciembre de 2007

Pedra e carinho (ou Os sertões)

Mas uma vez ela aparece na exposição mental virtual, de uma forma boa, como sempre, como na boa sincrônia de freqüências emitidas por um bom trio de Zabumba, Triangulo e Acordeão lá do Norte. Dessa vez gostaria de usar essa freqüência para ir embora, pelas estradas, pelo mundo afora com ela, tanta coisa boa tem para conhecer por todo esse nosso mundo, e toda essa experiência no mínimo antropológica seria muito melhor compartilhada na construção desconstruída de uma unidade, cultura, mais ampla, diversificada - Por que ela? Primeiro porque ir com alguém que gosta é sempre bom, iria até para o interiorzão, e já seria bom demais, e lá daria o Mar ou o Sertão a ela. Mas pelo simples fato de ir embora, assim.

viernes, 14 de diciembre de 2007

Idéias e crenças (ou Transcendentalidade denotativa)

Sempre tive muita briga comigo mesmo no tentar me entender, no sentido da fé. Acho que se a questão da fé passasse pela razão crítica, eu até teria fé, eu tentei, mas confesso que não consegui. É uma idiotisse ter uma base para poder acreditar, mas comigo funciona assim, muito talvez pelo medo das manipulações que são escondidas pelas diversas coisas mundanas - dai como quero ser um sujeito um pouco fora disso (o ideal seria completamente fora) para poder lutar contra isso na minha vida fico com esse receio. Adimiro muito as pessoas que não precisam disso, tem sua fé em si, nua e crua, serena e plena. "As idéias se tem nas crenças se está", como diria o filósofo Miguel de Unamuno, ou seja, não precisa necessariamente de fundamentos científicos e filosoficos para se justificar na vida. No fundo acho que quando eu morrer, ficará meu cadáver que vai se desfazer, voltar ao mundo. E não quero ficar fugindo, correndo de tudo isso, como Forest Gump. Pois acho que meu corpo vai, mas ficaram todas as idéias e lembranças que contruí no mundo e seria -ou teria- um desgosto profundo se morresse simplesmente e pronto e acabou, e não deixasse nada para o mundo, seria a maior tristesa. Por isso quero apenas trabalhar para todos, para deixar impresso em cada ser da Terra, não por vaidade (juro), algo de bom, de construtivo. Sim, acho que é isso. Por isso sigo, não independente por simplesmente não ter fé, mas cheio de Energia e esperança que seria o que chamam de porto seguro pra mim e vou construindo pouco a pouco como um poeta parnasiano ao longo desses anos de dita vida.

jueves, 13 de diciembre de 2007

Dialética governamental (ou Brasil Império)

Bem ontem vimos uma demostração do poder da elite no Congresso, a sensação de que o poder público só funciona para os mais ricos parece cada vez mais clara e real. No Senado foi rejeitada a proposta de prorrogação da CPMF, imposto que é cobrado dos ricos e tinha uma grande receita- Vejamos, se fosse para cortar impostos dos alimentos básicos e do consumo de cultura, como livros, DVDs e CDs, será que o Congresso faria toda essa guerra em favor de coisas que favorecem os mais pobres? Não. E quem diria também os nossos direitistas na oposição, estão tocando o terror, DEM, PSDB, parte do PMDB, parece que os papeis se invertem quando os ditos esquerdistas e direitistas estão no poder, remetendo ao Brasil Império: "não há na mais conservador que um liberal no poder e nada mais liberal que um conservador no poder" ou na oposição. Bem, caros amigos, ainda está muito recente e veremos como o Brasil vai se ajustar a isso, as vezes dá certo e deixa-estar. Eu não sou a favor de um imposto provisório que estava se tornando eterno e que não era aplicado como era previsto, mas meu partido era a favor, portanto deveria ser minha opinião, não por ser um boi seguindo os outros, mas analisando bem era um imposto barato e cobrado de uma pequena parte da população que é privilegiada. Eu quero também que outros impostos que atigem quem não é privilegiado seja discutido no governo e tenha o sucesso esperado.

miércoles, 12 de diciembre de 2007

Prazer, eu (ou Esquizofrenia sinfônica)

Na vida era feliz, em partes, ia no cinema ver filmes que ninguém via, achava-se especial por ler o que ninguém lia e pensar o que todos discordavam. Dizia-se contra o mundo e pensava em soluções liberais, não seguia muita coisa, o que as pessoas chamam de alternativo, mas alternativo a que? Existem vários ditos alternativos e todos eles vestem-se igual, pensam igual, então até os alternativos são um mesmo grupo. Não compreendia nada do mundo e o simples descobrir de algo de si mesmo já era uma grande vitória, comemorava por dentro, e como cada um tem seu mundo - ia montando o quebra-cabeças e tendo a sensação de completo, mas estava errado. Do nada, perdido, encontrou um cara bem mais velho, careta e cabeça dura, e esse dizia: "Muito prazer, eu sou você e eu só quero ser seu par". Isso renderia muito entre os psiquiatras: o eu e o mim-mesmo. O Id e a sombra do super-ego. Aparentava e realmente parecia que era o fim, e tudo ficou confuso. Tente compreender, 1ª pessoa.

martes, 11 de diciembre de 2007

O cavalo e a girafa

Quem diria que o amar-imensidão-sem-fim iria escolher um pequeno ser que chorava todas as madrugadas e te fazia levandar e preparar e trocar o que era necessário, sendo que eu teria que estar de pé as 6 horas no outro dia? Aquela coisinha que te pirraça, te aperta, te empurra. Ela que só fala comigo a kilometros de distância para pedir presentes para quando visita-la e me faz correr no meio de todos com suas fugas travessas. Maria só tem cara de anjo, não se engane - fique algumas horas com ela, se duvidar. Porém tudo isso é esquecido ou sobreposto por toda energia que ela tem que preenche todos os espaços de onde estiver e me faz quere-la bem e perto cada dia mais. Ela me deu carinho ao simplesmente me chamar de: Dido e me tomou o peito. Ao passearmos, cantamos juntos as musicas aprendidas na escola, eu a ensino a humilhar garotos safados e algumas histórias sobre a humanidade que ela tem que saber desde cedo. Ela é um paradigma destruido na minha vida, existe o Antes de Maria e Depois de Maria. Por ela eu morro de amores. O que quero dizer com esses rabiscos virtuais é que eu te amo tanto, Maria.

lunes, 10 de diciembre de 2007

A Trajetória da Terra (ou A Dualidade Histórica)

Nossa, já pensou eu ganhar uns 10 milhões de reais na loteria? É uma grana pra viver bem uma vida inteira! Agora já pensou R$40 bilhões!? É uma grana suficiente para ajudar bastante o país, pois bem - Essa é mais ou menos a grana de arrecadação com a CPMF, um imposto relativamente barato que poucas pessoas pagam (só quem tem uma renda de cheque bancária). O trágico é como nossos políticos ao verem uma grana dessas deslumbram-se e fazem a chamada 'politicagem'. O PSDB que criou esse imposto, agora na oposição, diz que esse imposto é um desrrespeito à população, bonito né? E nosso presidente Lula e a base aliada que eram ferozmente contra esse imposto na época de sua criação - no governo FHC - Hoje ataca veementemente a oposição que não quer aprovar a prorrogação da CPMF, justificando que esse imposto é de suma importância ao país. Parece um joguinho besta de tarde de Outono, e isso me deixa extremamente revoltado, a falta de identidade e compromisso ideológico causa em mim uma descredibilidade com o governo que elegi, e mais nojo da oposição. Mas acredito que ela virá a ser prorrogada, pois governadores importantes e prováveis candidados à presidencia em 2010 como: Aécio Neves (MG) e José Serra (SP), ambos do PSBD necessitam muito desse imposto, pois quase 9 bilhões vão para esses estados, e como fazer um governo de exemplo para a candidatura sem essa grana? Ou seja, como já comprovei anteriormente, não é uma posição ideológica para o bem da população, nem partidário. Apenas um interesse pela grana e por mais poder.