viernes, 8 de enero de 2010

Meu nome não é Marcus

Meu Sol é a Lua. Minha religião não é a sua. Minha ideologia se perdeu e a minha riqueza não é a sua. Meu infinito tem limite. Minha cueca não é Calvin Klein. Minha droga não te atrai. O filme que eu vejo ninguém vê. Meu amor de filho é distorcido e a melâncolia é um destino. Meus olhos não são azuis. Meu curso não é Direito e minha balada não é shopping. Meu signo é Libra, mas minha balança não se equilibra. Eu não pedi para nascer e meu nome não é Marcus!

viernes, 1 de enero de 2010

2010

Uma nova década começa para o mundo, uma nova vida começa para mim. Não ganhei na Mega Sena, mas tudo bem, minha rotina vai mudar de qualquer forma. Minhas pernas tem que ser fortes para andarem mais independentes e suportar todo o peso da vida, com vigor e força. Sem fazer tanta cara feia - de preferência sorrindo. Os fogos ecoaram na praça da cidade, a tampa da minha champagne voou longe, para o alto e adiante. Este é um simbolo cultural de desejo de mudança para a melhor, a superação de todo o ser humano com o desejo de sempre evoluir, e sempre querer que o próximo seja melhor que o anterior, mesmo o ano anterior sendo muito bom (e pra mim foi). Enfim, ficar apenas falando essas coisas batidas não tem sentido, nem sou bom nisso e, também, nem gosto disso. Me sinto a Ana Maria Braga numa manha de segunda (risos). Quero só agradecer o que foi bom e mandar para puta que pariu as coisas ruins. Quero transformação e surrealidade, pois isso torna a vida mais interessante de ser vivida.

miércoles, 30 de diciembre de 2009

Destino

O destino de tudo é o mistério O destino do trabalho é a libertação O destino da igualdade é a utopia O destino do dinheiro é a corrupção O destino do cinema é o sonho O destino da luta é a vitória O destino da boca é o beijo O destino da loucura é a normalidade O destino da intolerância é a violência O destino do meu olhar é o seu O destino do tempo é a destruição...

viernes, 25 de diciembre de 2009

Don´t shoot me Santa

Papai Noel, eu sempre esperava por você nas noites de natal, colocava minha meia na janela esperando ganhar o tão sonhado presente. Depois descobri que isso não poderia ser realidade. O meu antigo querido papai Noel, na verdade, era um lunálico-folgado que tinha uma arma apontada para a cabeça das pessoas e as forçava a comprar presentes e dar aos seus filhos, pais, netos, sobrinhos, amigos e, assim, desafogar o que deveria ser o seu trabalho. Os shoppings e feiras estavam lotados de pessoas enlouquecidas atrás de descontos. Com dinheiro voando para todo lado. Papai Noel, não atire em mim, por favor. Nem católico sou. Apenas não quero dar presentes, preferia o verdadeiro sentido pregado por Jesus Cristo - homem que vocês tem muito mais admiração do que eu. Queria apenas um momento em que poderia me reunir com a minha família, que fico distante sempre, e ter um momento de fraternidade e amor. Gostaria também que isso se realizasse em todas as famílias do mundo, não como um dogma católico, mas com o sentido de que o ser humano pode por um dia fazer o bem, e não apenas consumir e brigar como nos outros 364 dias do ano. Não atire em mim Papai Noel, não quero que minha ideia desapareça para sempre.

lunes, 14 de diciembre de 2009

Semana do Flamengo

Finalizando essa Semana dedicada ao mais querido do Brasil, não poderia deixar de agradecer aos grandes heróis que deram à nação rubro-negra essa imensa alegria de conquistar mais um título. Pra eles: Bruno; Léo Moura, Angelin, Álvaro (David), Juan (Everton); Aírton, Willians, Maldonado, Petkovic (Fierro); Zé Roberto (Emerson) e Adriano.

Pra mim:

Doido; Léo, Magro de aço, Xerife (David), Xarope (Mulequin); Quebra-canela, Uilha, Maldonado, Pet (Fierro); Neguin (Sheik) e Imperador.

É tudo Nosso.

sábado, 12 de diciembre de 2009

O Império


Neste campeonato tivemos a vossa alteza, o Imperador Adriano, liderando o Flamengo em mais uma glória. Time que já percorre três séculos de existência. Quando Flamengo nasceu, não havia lâmpada elétrica, máquina de escrever ou telefone - o Flamengo nasceu no mesmo ano que o cinema. Enfim, outros imperadores e reis já vestiram o manto sagrado, como podemos ver na fato ao lado. Todos sabem que não gosto de autoritarismos. Contudo, gosto de me referir a clube como um Império. Parece contraditório, mas não é. O Flamengo é o Império do povo, da massa brasileira, e isso dá a legitimidade à essa denominação. E também é por isso que é tão odiado, porque a população brasileira, inclusive os próprios pobres, não adimitem a supremacia popular. O mando sagrado abrange milhares de torcedores sem o objetivo de escraviza-los, dominá-los, explorá-los. Busca apenas a alegria nos rostos das crianças que vão ao Maracanã, no sorriso dos desdentados, no rosto da mulata, na minha euforia.

viernes, 11 de diciembre de 2009

Nação

O grande escritor Rui Castro já havia falado da onipresença do Flamengo. Poucas instituições são tão abrangentes - a Igreja Católica, seguramente, e a Loteria da Caixa Econômica Federal. Deve ser considerado o fato de que o flamengo não promete vida eterna e tão pouco o rápido enriquecimento. Ao invés disso, faz a gente sofrer e beber todo o dinheiro que não temos num bar fedorento. Contudo, há sempre momentos de alegria e euforia, com adrenalina pulsante nas veias. O rubro-negro do Flamengo percorre à Amazonia Brasileira, os sertões do interior brasileiro, colore nossas praias, nos estádios de todo o Brasil, nas favelas e nos tríplex. Nunca havia sentido de forma tão intensa a potência da nação na explosão de ganhar um grande título. Agora eu quero mais, quero tudo. É Mengão na cabeça e o trabalho nos braços.