lunes, 24 de diciembre de 2018

Não atire em mim, papai Noel

Não atire em mim, papai Noel. Tenho sido péssimo menino, mas o jogo vai virar, eu te prometo. 

Você não vai acreditar nas coisas que tenho passado. 

No entanto, as desculpas não importam, pois o resultado foi desgosto e sofrimento às pessoas que mais quero bem. A utopia do amor amplo cultivada com ego mostrou-se desastrosa, deixando um rastro de dor pelo caminho da aventura tão desejada. Doce ingenuidade que me tomou. 

Eu não acredito nas coisas que tenho passado. 

Embora não pudesse esperar chuvas no rude Atacama. A autofagia é necessária: devo mastigar minhas entranhas e devorar a alma para parir, então, o Eu Autônomo. O Id jamais será domesticado, mas consequente. Acredite nisso, papai Noel - e não atire em mim. 

martes, 21 de febrero de 2017

Pensamento animal

Momentos extremamente felizes da minha vida foram ao lado de pessoas especiais em um zoológico. Ao longo da minha vida houve pitadas dessas experiências que compõem as energias mais positivas do nosso corpo. Desde a farra da escola, ser atacado por corujas, energia familiar. Enfim, as borboletas naquele mundo paralelo, as nossas diferenças enquanto vida pulsante. Vida, organismos, que coisa bizzara - sobretudo dotados de pensamento e imaginação. Hoje penso que os zoológicos são ambientes de tortura. Como o pensamento muda. Animais fora de seus habitats, provavelmente por termos destruído, acumulados para apreciação de uma espécie surtada. Tudo muda, o tempo dostrói tudo. Por que não conseguimos viver em harmonia com nosso pensamento e nosso meio ambiente?

lunes, 30 de enero de 2017

Politicagens da pequena cidade

Fui à prefeitura de Morada Nova de Minas na gestão Alex Rocha (horrorosa/ escandalosa/ criminosa), também na gestão Walter Moura (dinastia/ muito ruim) e irei nessa nova gestão Olímpio (já tem alvará pra ser ruim/ farinha do mesmo saco/ espero estar errado) para solicitar o mínimo de decência na contratação de pessoal. Servidor público deve ser concursado, se isso não for possível deve-se ter um processo de designação com regras claras e justas. Não se pode mais aceitar o cabide de empregos que temos hoje (e sempre), onde entram os amigos da campanha e exorcizam quem pensa diferente. Tudo de acordo com o gosto da gestão, incluindo ai sórdidos interesses. Não existe plano de carreira, linha de trabalho, tudo gira em torno de passar as tetas já esmiliguidas do minicípio para outras bocas. É importante deixar claro nessa postagem que a população moradense é MUITO conivente com essa situação. De qualquer modo, não se pode usar a população para politicagem. Os servidores e o povo devem ser tratados com mais respeito. Me assusta nenhum vereador ter proposto isso ao longo das décadas. Por uma seleção justa!

lunes, 23 de enero de 2017

Limpeza cultural

Recentemente empossado como novo prefeito da maior cidade da América do Sul, João Dória lança o programa "cidade limpa". A princípio uma boa ideia, afinal estamos falando de uma das localidades mais poluídas (em vários sentidos) do país. Contudo, esta semana a equipe de limpeza começou a apagar, com tinta cinza, os grafites feitos no centro da cidade, sobretudo na rua 23 de maio, onde se localiza o maior mural dessa arte na América Latina. Uma aberração. Essas obras estampadas nas ruas dão vida a cidade e representa o trabalho de artistas populares que dão identidade à selva de pedra. Além de arte, essas pinturas são patrimônio da cidade. Obras de alguns artistas brasileiros desse estilo são valiosas, inclusive economicamente. Sabe-se que onde há obras de grafite não há pichação, sendo também um serviço social que atrai jovens para a arte, principalmente possíveis pichadores. Esse fato não é limpeza urbana, nada mais é do que uma limpeza cultural e etnica típica de políticas atribuídas aos modelos sociais mais sombrios que passaram por esse planeta. Por favor, pare, Sr. Dória!

 

lunes, 19 de diciembre de 2016

Oãçaroc

As quatro cavidades não são capazes de dar dinâmica ao senhor do corpo. A Força transborda o mundo natural através do sentimento. O coração. O mágico. O amor. Os personagens que visto dioturnamente, com a desculpa de sobreviver, me levaram a não perceber e apenas usar essa importante habilidade suprema. Um erro grave!!! - ninguém nasce com manual, em minha defesa - É a loucura da aventura da vida e o frio na barriga em forma de incomodo que não posso viver sem. Mas eu corrompi, abusei e cospi. Que bagunça isso faz em um corpo e coração tão quebrado, confuso e cretino. Não se deveria sofrer de amor. Coração dividido que apenas quer o que quer e não considera racionalidades. Infelizmente, por erro meu já reconhecido, não criei a nobre ligação entre o corpo e a Força para contornar a situação. Achava soberbamente que iria me resolver, como sempre, na mentira do teatro. Porém, com o coração não é assim. Não sei como fazer. O coração consegue amar duas pessoas, amei até dimais. Me joguei. Mas a realidade racional e o respeito ao coração decreta que isso não pode acontecer. Eu mato uma metade do coração ou a outra? De qualquer forma eu morro. As quatro cavidades e a Força só funcionam por inteiro. Então o fim...

miércoles, 25 de mayo de 2016

Amor não é para amadores

O amor dividido é uma sangria que nunca estanca. O rasgo que faz no eu, na alma e no coração são o deleite do mais cru e selvagem drama artístico e cultural humano. O que nos identifica e qualifica é a contradição. Por isso, talvez, estamos tão perdidos nessa jornada galática aqui na nave. Eu quero paz, mas quando estava lá escolhi a guerra.

lunes, 13 de octubre de 2014

Liberdade de modos de vida

Eu sou indígena, negro, branco. Sou senhor e senhora de ambos os sexos, do campo e da favela, eu sou a diversidade humana porque sou humano. Os diferentes modos de vida nos trazem a verdadeira riqueza que nos ensina e engrandece. Cada cor, cada cheiro e sabor. Os sons, linguagens e formas afetivas. O que é feio e bonito? De maneira grotesca um pequeno grupo de pessoas, em nome do lucro e poder, decidiram que seu modo de vida é superior às outras formas e deveria ser implementada a todos. Essa gente, através do colonialismo e neocolonialismo imposto a fogo e sangue, nos corrompeu, roubou e destruiu. Aqui no Brasil, as várias linguagens, espiritualidades e culturas que existiam aqui foram substituídas. Falamos uma língua europeia, a maior parte da população segue a religião cristã imposta. Violentados e alienados fazemos o jogo desses canalhas e não progredimos para a libertação em nome da preservação dos velhos costumes e tradições. Que tradições? aquela nos enfiada pelo rabo. Tristes técnicas imperialistas e fascistas que nos afastam. As pessoas podem ser felizes de várias maneiras, sem necessariamente seguir o roteiro das novelas de televisão. A família nos conforta e acolhe, portanto devemos apoia-la através da aceitação das suas variadas formas. Não gosta dos homossexuais? Tudo bem, basta você não ter relações sexuais com pessoas do mesmo sexo, - mas não os impeça de serem felizes e montarem suas próprias famílias. É contra o aborto? Tudo bem, não o faça quando for gestante, - mas não deixemos nossas mulheres morrerem sem apoio em açougues clandestinos. É contra as drogas? Ótimo, não use, - mas não podemos jogar nossos irmãos, em um momento tão delicado, em cadeias. Precisamos cuidar das pessoas, da nossa família. Nos esquecemos que um dia fomos um só povo. Mais além, todos os seres vivos tem um mesmo ancestral em comum. Somos todos (eu, você, a árvore, a formiga, o peixe) uma só família: diversa.

lunes, 29 de septiembre de 2014

Você disse que me amaria até a sua morte.
Mas você continua viva;
E eu estou aqui na escuridão.

jueves, 24 de julio de 2014

Olimpíadas 2016

Assim como na última Copa do Mundo realizada em nosso país, a organização das Olimpíadas no Rio de Janeiro segue repleta de aberrações. O Comitê Olímpico Brasileiro anunciou uma meta absurda de medalhas com objetivo de nos tornar uma potência olímpica. A meta é alcançar de 27 a 30 medalhas, sendo que a média das participações anteriores é de 15 medalhas. Para tanto, foi anunciado um forte investimento no esporte, a maior parte são verbas públicas. Portanto, temos um orçamento de potência olímpica sendo distribuído, mesmo comprovado que muitas confederações esportivas são corruptas — e não há um mecanismo de controle para todas essas verbas. Grande parte das escolas do Brasil sequer tem uma quadra poliesportiva e estamos discutindo número de medalhas. É evidênte que na "hora H" tudo vai dar certo e funcionará, com esquemas especiais de segurança e mobilidade com prazo de validade. Espero que, ao contrário do que aconteceu na Copa, o circo patriota não iluda e que esse rídiculo jogo de números e estatísticas seja revertido em trabalho na base com os jovens e infraestrutura. Uma coisa é certa: Nuzman e companhia já ganharam o seu ouro.

lunes, 23 de junio de 2014

Migração e culturas do eu

Meu pai é carioca, minha mãe mineira, meu avô alagoano; Eu: brasiliense - e já saí do quadradinho do planalto central há algum tempo.

martes, 27 de mayo de 2014

Circuito fechado, circuito aberto

É bom deitar na cama com sede de preguiça e ligar o televisor para ver um bom filme. Nós trabalhamos (e muito) para aproveitar momentos assim. Os novos recursos tecnológicos - mesmo os fúteis, que até são mais legais -, as guloseimas das gôndolas dos supermercados, falar mal de quem não nos escuta: os pequenos prazeres merecem o adjetivo. De repente uma voz grita e sabota toda nossa noção de mundo e eletrifica o nosso sistema nervoso. Finalmente criamos coragem e levantamos a cortina da realidade e percebemos uma complexidade de interações perversas que nos constroem. É doloroso. Somos todos escravos de um sistema de interesses econômicos que envolve atores em todo o globo conectados por redes de transporte e comunicação modernos. Estados, Igrejas, Corporações: todas nos estupram em favor da manutenção desse sistema inteligentemente maquiado de cordeiro. Conflitos, guerras, fome, exploração, corrupção, emoções, produção e consumo. O drama da nossa espécie irracional, uma dentre bilhões de outras espécies que coabitam este planeta. A vida e o firmamento. Neste planeta que orbita uma pequena estrela local, no cantinho de uma galáxia no universo, em cosmos composto de infinitas estrelas com seus infinitos mundos. Ao que tudo indica, apenas mais um universo em um conjunto de "multiversos" que extrapolam nossa noção de espaço e tempo.

viernes, 28 de febrero de 2014

A Copa do Mundo é deles, mas o Brasil é nosso

Como apaixonado por futebol que sou, sempre imaginei o quanto seria mágico receber a Copa do Mundo no meu país. Quando esse momento foi confirmado a alegria tomou conta de mim. Imaginava que neste momento, a poucos instantes do início do torneio, estaria em êxtase, juntamente com grande parte da população brasileira. Nada disso. Hoje minh'alma está deprimida e revoltada, juntamente com grande parte da população brasileira. Os canalhas, devidamente escolhidos por nós, acabaram com tudo em sua ganância e megalomania. O frio na barriga tão esperado para saber o campeão do planeta foi para o espaço. Os verdadeiros vencedores do torneio já são sabidos, ganharam na loteria do dinheiro público: os organizadores. A clássica paixão que virou drama. Que se dane a Copa do Mundo, vamos para a rua!

miércoles, 26 de febrero de 2014

João, 6:27

Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou.

jueves, 6 de febrero de 2014

Apropriação devida

Para diminuir o consumo de energia e torna-la mais eficiente é necessário um grande investimento em fontes seguras, sustentáveis e na educação ambiental da comunidade. Jamais seria tirando o sono dos trabalhadores como é feito hoje no Brasil através do horário de verão. Pré-sal é o caralho. As fontes fósseis dominam a energia mundial há séculos, em uma trama de interesses perversos que vem destruindo milhares de vidas em seu percurso. Conseguimos extrair energia do Sol e até dos passos dos cidadãos andando em uma calçada movimentada. A solução é simples e desagrada uma quantidade extremamente pequena de grupos. Infelizmente esses pequenos grupos concentram tanto poder que não conseguimos subjuga-los com facilidade. Entretanto os criminosos nos ensinaram que é possível nos apropriar dos meios tecnológicos criados pelos capitalistas. As redes de tráfico hoje são integradas e mundiais, portanto os trabalhadores também podem utilizar esses meios para a união maior. Dessa maneira - e somente dessa maneira -  é possível lutar contra o vampiro Golias que dorme de meias e fazer com que haja, finalmente, a humanidade plena em detrimento a natureza selvagem do mais forte.

sábado, 16 de marzo de 2013

O eco

Eramos a pequena fogueira e eu.
Sempre repudiei a ideia de guardar lembranças materiais do passado, apoiava—me na teoria de que esse hábito impediria o melhor aproveitamento do futuro. No entanto, aquela lata pitoresca continuava na minha estante superlotada de lembranças, na forma de cartas, do passado. Paradoxalmente à minha ideologia, não conseguia de nenhuma maneira apagar da história seu conteúdo. Em consequência dessa contradição, evitei por muito tempo refletir sobre o motivo, provavelmente por medo. Hoje não consegui. Após tentar verificar todos os possíveis motivos, através de intensiva reflexão e meditação cheguei a conclusão que o pensamento inicial estava correto. Decidi me livrar dessas correntes. Foi muito bom ler novamente as palavras daquelas pessoas, seus contos, os momentos. Melhor ainda foi ver as chamas que, dançando, envolviam o emaranhado de papéis. A libertação.

lunes, 28 de enero de 2013

Clube do eu

Quando a porta está trancada você me toma de assalto como um covarde se aproveitando da minha solidão. Dentro do meu cérebro você introduz suas ideias perversas e me torna um outro homem, sempre injetando seu veneno delicioso que me faz aceitar tudo sem questionamentos e resistência. Dessa maneira, você contamina meus atos, destrói meus relacionamentos com todos que eu amo. Seu sadismo é incrível, baixo, sujo. A troco de quê? Não posso revelar muita coisa, pois reconheço sua perspicácia e força, entretanto eu irei te encontrar, de alguma forma, e vou te matar!

lunes, 14 de enero de 2013

Lar amargo lar

No ano de 2009 realizei minha maior contribuição para a geografia no artigo "Ceilândia-DF: Nova centralidade na metrópole de Brasília", em parceria com a professora Laís Pickler. Nesse trabalho identificamos os maus tratos da cidade com os seus habitantes. Apesar desse fato não ser uma novidade para ninguém, aprofundamos a análise e chegamos a uma conclusão ainda mais assustadora, sobretudo, no que se refere às comunidades mais pobres - base de toda a minha luta profissional. Acompanhamos diariamente as lutas das comunidades para melhorar e desenvolver a sua localidade para que possam ter acesso aos direitos fundamentais de forma mais digna. Logo, os administradores públicos realizam obras de saneamento, urbanizam as ruas, fazem parques para lazer e esses problemas parecem se dirigir para uma solução. Parecem. Essa típica situação é o início de um dos maiores problemas dessas populações. Quando uma localidade é desenvolvida, automaticamente é domada pelo mercado imobiliário e o custo de vida aumenta (IPTU, especulação imobiliária, taxas de água/esgoto/energia mais caras). Esse processo gera a expulsão das comunidades mais pobres por não conseguirem mais viver naquela localidade ou persuadidas a sair pela valorização do imóvel, sendo substituídas por uma população com maior capacidade de pagar para viver naquele local. Portanto, a comunidade que lutou pelo seu desenvolvimento é expulsa da sua localidade em razão do seu próprio desenvolvimento, tendo que se dirigir para lugares onde a estrutura é semelhante àquela encontrada na origem, antes das transformações. Voltando a estaca zero, em um círculo vicioso que é muito complexo de ser observado. Finalmente, a mera instalação de infraestrutura não é suficiente para resolver os problemas sociais de determinada região. Para enfrentar esses problemas deve-se ajustar o desenvolvimento à realidade da comunidade local, em um processo conhecido atualmente como sustentável. O que é apresentado nas propagandas dos governos é muito diferente da realidade.  

martes, 25 de septiembre de 2012

Sorrisos para imbecis

Antes de mais nada gostaria de esclarecer que sou favorável à democracia plena, respeitando sempre a memória dos que foram perseguidos, torturados e mortos no período sombrio que felizmente não tive a oportunidade de conhecer. Mas o que se vê, sobretudo nesse período de eleições - por todo Brasil -, é a política dos imbecis. Campanhas feitas com uso indevido de dinheiro público e alianças pervertidas. Candidatos fazem suas propagandas para idiotas com paródias de músicas populares ridículas, sujam as cidades com seus cartazes e 'santinhos' com seus sorrisos de photoshop: rindo da gente. Mulheres frutas, palhaços e ex-jogadores de futebol. Com respeito à todas as profissões, mas administrar a estrutura pública não pode ser brincadeira. Somente sendo idiota para não ver e pior, participar de tudo isso.

jueves, 26 de julio de 2012

Beijo na boca: todo mundo quer

O beijo é o grande ícone da paixão, seja em qualquer espaço ou tempo. Quando não somente as bocas, mas os corpos unem-se e o fogo finalmente entra em combustão. Eca! - Não pelo romantismo que eu admiro muito, embora não seja praticante. Não mesmo. Mas, infelizmente, eu não consigo gostar de beijo na boca: a respiração próxima, aquela dança desajeitada das línguas. Talvez seja um "trauma-do-beijar-bem-ou-não". Não sou um primata grosso que apenas vê o sexo em si, pelo contrário, pode ser considerado mais uma frescura. O fato é que o beijo na boca é bom para você, não para mim.

miércoles, 27 de junio de 2012

Solidão e a fumaça

Sempre acreditei que todas as ações egoístas e cafajestes que tomei ao logo da minha vida fariam com que fosse um homem solitário no futuro. Não conseguiria mudar e já estava ciente disso, assim como alguém que vende a alma para o diabo. Fiz algumas pessoas sofrerem, nada glamoroso como nas histórias de Dom Juan. Fiz tudo isso, mas gostei e amei de forma especial cada uma, ainda que ao mesmo tempo. Nunca foi meu objetivo magoar, mas minha covardia sempre gritou mais alto e acabava sendo inevitável. Me desculpem. Hoje nem mais a cachaça e os cigarros conseguem segurar a solidão. O preço justo a ser pago.