jueves, 26 de julio de 2012
Beijo na boca: todo mundo quer
O beijo é o grande ícone da paixão, seja em qualquer espaço ou tempo. Quando não somente as bocas, mas os corpos unem-se e o fogo finalmente entra em combustão. Eca! - Não pelo romantismo que eu admiro muito, embora não seja praticante. Não mesmo. Mas, infelizmente, eu não consigo gostar de beijo na boca: a respiração próxima, aquela dança desajeitada das línguas. Talvez seja um "trauma-do-beijar-bem-ou-não". Não sou um primata grosso que apenas vê o sexo em si, pelo contrário, pode ser considerado mais uma frescura. O fato é que o beijo na boca é bom para você, não para mim.
miércoles, 27 de junio de 2012
Solidão e a fumaça
Sempre acreditei que todas as ações egoístas e cafajestes que tomei ao logo da minha vida fariam com que fosse um homem solitário no futuro. Não conseguiria mudar e já estava ciente disso, assim como alguém que vende a alma para o diabo. Fiz algumas pessoas sofrerem, nada glamoroso como nas histórias de Dom Juan. Fiz tudo isso, mas gostei e amei de forma especial cada uma, ainda que ao mesmo tempo. Nunca foi meu objetivo magoar, mas minha covardia sempre gritou mais alto e acabava sendo inevitável. Me desculpem. Hoje nem mais a cachaça e os cigarros conseguem segurar a solidão. O preço justo a ser pago.
viernes, 8 de junio de 2012
Eu peixe
A porta do meu quarto está fechada mas o grito do inferno ainda ecoa pelas paredes. Fujo. Corro para o vestiário e tiro toda a minha roupa rapidamente. Concentro e acalmo a respiração. Coloco a bermuda. Em seguida os tampões nos ouvidos. Nesse momento o silêncio surge e a tranquilidade afasta até os gritos mais sombrios do mal. Por fim, coloco a touca e aperto os óculos. Abro a porta e caio na água. Meu momento de paz.
miércoles, 2 de mayo de 2012
viernes, 20 de abril de 2012
Desilusão sertaneja
Vou ser padrinho de casamento de um grande amigo meu - apesar de não ser religioso, esse convite me deixou muito feliz. Sempre me senti triste por ser excluído na hora da escolha desse título por familiares e amigos. Agora esse "trauma" foi retratado. Finalmente tenho um compadre e uma comadre!
martes, 17 de abril de 2012
Pela dignidade: Trabalho
Já fui animador de festas, garçom, segurança, cerimonialista, estoquista, operador de telemarketing, corretor de imóveis, assistente de publicidade, supervisor de vendas, auxiliar de escritório. Hoje sou escrevente e professor. Conheci muitas pessoas boas, vários lugares. Sempre precisei de renda para me sustentar, já que optei por um caminho de relativa independência. Contudo, em nenhum emprego fiquei mais de um ano. Estabilidade não conheço, apesar de nunca ter faltado emprego para mim. Agora tenho a oportunidade de construir uma carreira e lutar pelo que sempre acreditei e passar tudo que quero para o mundo e para o futuro. Falta só mais uma etapa.
lunes, 16 de abril de 2012
Cidadão livre
Depois de várias decepções sobre as instituições e instrumentos que organizam a realidade e inúmeras reflexões sobre tal fato, decidi contrariar o meu maior mestre: Paulo Freire. Segundo o Mestre, todo professor deve ter um posicionamento sócio-politico e pode, inclusive, expor em sala de aula para debates. Entretanto no meu entendimento como filósofo (também), devo estar livre de paradigmas e dogmas para compreender melhor o que quero transmitir para os meus companheiros cidadãos brasileiros. Dessa maneira, não participo de nenhum conselho, sindicato ou partido político. Nenhuma seita, culto ou religião e não faço parte de nenhuma sociedade civil organizada. Eu penso que a imparcialidade não é digna e a exposição de ideias é ética em qualquer sentido. Contudo, faço isso por motivos que me parecem claros - e explicarei todos neste espaço mais adiante -, basta apenas tirar as vendas e observar o mundo com calma.
Suscribirse a:
Entradas (Atom)