viernes, 7 de noviembre de 2008

Litocefalia

Em um posto de gasolina no meio do nada, no sertão de Minas Gerais, estava eu. Neste momento já esperava longas 5 horas pelo ônibus com destino para Brasília. Uma grande tempestade que acontecia impedia que as ondas de rádio do estádio do Maracanã chegassem ao meu aparelho de pilha para que eu alegremente gritasse o gol do meu time sobre nosso principal rival que estava acontecendo no momento em que tive uma reflexão inesperada. Obviamente que naquele momento não percebi o significado do pensamento, estava apenas preocupado em xingar mentalmente tudo e todos com as palavras mais baixas que rebuscava na memória por não estar assistindo ao grande clássico dos milhões. Esse pensamento veio quando estava cansado de sentar, cansado de ficar em pé, cansado de esperar e cansado de cansar - olhar para o céu e ficar amedrontado e maravilhado pelos raios que eram disparados loucamente com a tempestade, fazendo formas majestosas e irônicas, que ora imaginava como um rio e seus afluentes, formando várias bacias hidrográficas no céu, ora como Zeus indignado descarregando sua raiva ao ver o quanto nós mortais somos podres. Era o que eu fazia comendo pães de queijo. Os "extra-terrestres" são realmente incríveis, me veio em um surto. Seria muito bom conhecer algum ser que não seja a base de carbono e formado por celula(s). Seria melhor ainda se esse ser pudesse se comunicar comigo e fundamental que um grupo destes seres desejasse morar na Terra. Se isso acontecesse o mundo seria muito feliz. Esse pensamento mudou tudo.

domingo, 2 de noviembre de 2008

Doce sanguinária

Sou tão ridículo. Eu estou bem, e você não está - e isso me faz tão bem.

lunes, 6 de octubre de 2008

Versão 2.0

Viva eu, hoje é o dia do meu aniversário; e considero esse um dos dias mais esquisitos do ano, quando menos espero recebo ligações de pessoas que não vejo a anos e, também, que nem conheço direito desejando várias coisas boas e tudo o mais. Fico pensando no dia de amanha que tudo voltará ao normal, as pessoas que estão sumidas, sumirão denovo até o próximo ano e as pessoas que pouco conheço nem sequer irão me comprimetar na rua, chega a ser um pouco depressivo. Mudar de dezena é um pouco estranho pra mim, não consigo sentir nenhum efeito direto, mas percebo que é uma mudança significativa. Acumulo um certo tempo de experiência, por exemplo a exatos 20 anos, no dia 6 de Outubro de 1988 - no momendo em que eu era parido, era aprovado a Constituinte de 88 onde fundamentava-se uma democracia que hoje já é banalizado (no melhor sentido). Muita coisa acontece nessa bolha em movimento denominada Terra em 20 anos.

martes, 23 de septiembre de 2008

Socialização da merda

Queridos leitores, estamos presenciando um fato lastimável com efeitos em toda comunidade global com a dita crise dos certames financeiros. A crise tem principal fundamento na ganância do mercado de investidores que vive de especulações com capital que sequer existe, ao invés de investir em bens reais para a população mundial. Os investidores e especuladores adiquirem grande quantidade de capital com essa inteligente sacada e ficam cada vez mais ricos, um benefício restrito aos ditos burgueses. Porém quando essa técnica não funciona e vai tudo por aguá abaixo, os Estados imediatamente - como acompanhamos, injetam capital no setor, capital que é público, ou seja, houve uma socialização das perdas e todos nós pagamos a conta da crise. Esse fato é um dos piores crimes sociais que podem ser feitos e mostra perfeitamente a perversidade do capitalismo. Os ganhos são restritos à elite burguesa e a perda é de todos. Fico profundamente irritado com esse fato e siceramente e respeitosamente desejo a morte dos banqueiros mundiais.

jueves, 11 de septiembre de 2008

Ventura

As múltiplas escolhas que repentinamente ou calculadamente aparecem no meu caminho sempre foram um problema meio chato, confesso que odeio fazer pensamentos de futuro para, então, decidir um melhor caminho. É muito provável que eu já tenha comentado sobre isso aqui, porém as escolhas vieram com força nesses últimos tempos na minha vida, e para a minha surpresa todas foram bem aceitas por mim e consegui concentrar uma boa energia, talvez pela primeira vez na minha história. Certamente estou muito confiante com o futuro a partir dessas escolhas, afinal o presente está me fazendo bem, e por que não continuar assim? Também contei com a sorte, afinal, algumas escolhas que eu estava com medo de faze-las e ia empurrando com a barriga, foram feitas por outra(s) pessoas ou situações e está dando muito certo. Estou um pouco aliviado, afinal se fazer escolhas já era difícil para mim, esse ano teve um agravante que foi a velocidade do tempo - certa vez um amigo perguntou o que eu iria fazer no meu aniversário, e eu não sabia o que responder imaginando ainda estar longe, já que lembro-me como se fosse ontem do passado, mas já está aí o final do ano. Filho da puta esse tempo!

lunes, 25 de agosto de 2008

O espaço que era meu

Eu a amo, estou apaixonado por ela mas ela está apaixonada por outra coisa. Deveria ser eu. Poderia ser eu. Tudo bem, espero apenas que o problema não seja eu. Tentarei achar algo que me complete, enfim. Contudo ainda acredito que você deveria estar na minha vida, no meu rosto, no meu espaço.

jueves, 7 de agosto de 2008

Fim do mundo

Tudo acontecendo, você sobre tudo tomando conta de tudo que poderia destruir minha vida. Agora mais ou menos resolvido senão os mesmos problemas e a mesma vontade de ter a solidão ao meu lado novamente. Tudo parece entrando em um buraco-negro, um turbilhão que não pode reagir contra a gravidade. Um jogo do Flamengo sem nicotina ou aquela vodka na festa chata. Tudo o que me restou foram essas memória e esses sonhos. A crise da felicidade não desejada mais querida para sarar o que eu quero ter. Para aonde eu vou? O melhor que tenho são essas memória na estrada, a resposta parece não muito agradável de se saber. Quero ter você perto, aparentemente tudo volta a ser mais calmo, não estou me sentindo bem. Olha o que você faz comigo, esse vício, por favor, amor, me ensina como te amar, eu sou muito ruim nisso, você me faz chorar quando estou sozinho - você é má, definitivamente (risos malditos). Sem você os sonhos são muito sombrios, quero apenas que caia fora da minha mente tudo que faz parte dessa opera maligna momentânea. Desejo, talvez apenas alguns sonhos e memórias jogadas na estrada. É você. A consciência e o controle total desse total desespero complexo sentimental arisco me deixa muito assustado. Já tive o conhecimento desse fenômeno antes em mim. Mas voltando para aquele quarto onde tudo começou parece que é o fim da história. O momentâneo sempre é o eterno para nós todos. Pensei no que poderia ser ou no que deveria. A escolha é sempre confusa pelo fato da minha total falta de confiança em mim. Vocês entendem o que eu quero dizer? Agora me sinto único, voltei para o quato onde tudo começou e até me sinto melhor. A melâncolia é muito esperta. Mas sentir isso é o que eu posso agora, e deveria gostar disso, sentindo isso vendo o fim do mundo. Seria legal. Agora não entendo o que quero dizer, que seja.